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Intermarché de Idanha-a-Nova

«Fazemos por levar os produtos de Idanha mais além»

O Intermarché é, desde 1997, um dos principais espaços comerciais de Idanha-a-Nova. Valorizar os produtos locais, consolidar a equipa de colaboradores e estar próximo da comunidade são princípios praticados todos os dias. Damos a palavra a Jorge Rafael, responsável pela loja.

 

A insígnia Intermarché distingue-se, nas suas linhas orientadoras, pela dimensão humana. No recrutamento de recursos humanos privilegiam os idanhenses?

Sim. Das 38 pessoas que trabalham neste Intermarché, só duas não residem no concelho de Idanha-a-Nova. Apenas nos vemos obrigados a procurar fora no caso de funções que exigem conhecimentos técnicos que não são fáceis de encontrar em Idanha-a-Nova.

De que postos de trabalho falamos?

Funções mais específicas, onde é necessário formação mais especializada. Conforme referi, a maior parte dos colaboradores são de cá ou vieram viver para cá. Uns estudaram em Idanha e estabeleceram-se no concelho, outros vieram mais tarde.

É uma equipa consolidada?

Neste momento quase 90 por cento dos nossos colaboradores estão efetivos.

 Que tipo formação receberam?

Grande parte da equipa foi formada em Idanha-a-Nova. Além do conhecimento transmitido no dia-a-dia, o Grupo “Os Mosqueteiros” tem uma equipa de formação destinada a formar em todas a áreas necessárias neste ramo de atividade. No entanto, já este ano, realizámos uma formação em parceria com o Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento de Idanha-a-Nova.

 Que aspetos valoriza no candidato a um posto de trabalho?

Por vezes, aquilo que nos faz decidir por um candidato são os 15 minutos em que conversamos com ele. É a primeira impressão, num momento inicial, e depois comprovamos no dia-a-dia se a pessoa realmente se enquadra naquilo que se pretende: simpatia no atendimento, trabalhadora e cordial. O resto aprende-se. Não se exige que as pessoas já saibam executar as suas funções, mas que queiram aprender.

 Que conselho daria a quem procura emprego no concelho?

Ter essa vontade de aprender e trabalhar. Quando entra numa empresa tem de vestir os valores dessa empresa.

 Que estratégias adota no recrutamento de colaboradores e para os conservar na empresa?

Sou da opinião que quem faz as casas são as pessoas. Queremos que os colaboradores sintam que o emprego é estável, que conheçam os cantos à casa, que se conheçam uns aos outros, as rotinas, os produtos, os clientes, que sintam que esta casa também é deles. Tudo isso é uma mais-valia para a empresa. Aposto sempre nesse princípio, independentemente de representar um custo acrescido em termos financeiros. Mas o retorno que essa pessoa gera, por se sentir à vontade nas suas funções, é sempre mais compensador.

 Isso que descreve reflete a importância que dão à comunidade idanhense…

Temos uma grande proximidade com a comunidade. Consideramo-nos um comércio de proximidade: conhecemos os clientes e os clientes conhecem-nos. É igualmente conhecida a proximidade com os produtores do concelho.

 Como funciona essa colaboração?

Esforçamo-nos por trabalhar com empresas locais. Temos parcerias na área dos queijos, dos enchidos, dos chás, dos cogumelos, do pão e bolos, das carnes, de produtos hortícolas, entre outras, e a curto prazo teremos mais parcerias, esperando que muitas mais se juntem a nós! Não só colocamos aqui à venda os seus produtos como, sempre que possível, aferimos da possibilidade de centralizar a sua distribuição. Ou seja, fazemos o esforço não só de os vender em Idanha, mas de tentar levá-los mais além.

 Porquê?

Porque os produtos são de alta qualidade, trazem satisfação ao nosso cliente, porque assim colaboramos para o enriquecimento do concelho, e é sempre um motivo de orgulho mostrar o que se faz de bem em Idanha-a-Nova.

 Encontrar circuitos de comercialização é um dos principais desafios para os produtores. O que é necessário?

É preciso ter um bom produto, ter as quantidades necessárias, sobretudo quando o objetivo for a exportação, e depois avançar para os contactos.

 O Jorge vive em Idanha-a-Nova há vários anos, podendo já se considerar um Idanhense. Recorrendo ao conhecimento que tem deste concelho, que áreas considera terem maior apetência para potenciais investidores?

Nos sectores da agricultura e do turismo há muita coisa que se pode fazer – e esta Câmara Municipal tem colocado, a esse nível, o nome de Idanha-a-Nova em todo o lado. De resto, nada se faz de um dia para o outro, mas existem algumas bandeiras que o concelho deve agarrar, em particular a sustentabilidade, o ambiente, o biológico e o bem-estar. Porque não fazer de Idanha a Capital do Bem-Estar?